Food Truck na Esplanada

Uma das coisas que mais acho legal aqui em Brasília é a quantidade de eventos ao ar livre e de graça que acontece na cidade. Nos finais de semana, invariavelmente, você tem uma gama de programas pra escolher, desde shows até corridas e eventos culinários, como o Picnik, Quitutes, e, recentemente, a moda de food trucks.

Pra quem ainda não conhece, o termo food truck é usado para aqueles restaurantes montados em trailers ou em kombis, em que os donos usam a criatividade para economizar nos alugueis caríssimos dos estabelecimentos fixos e, de quebra, ainda nos oferece algo diferenciado e mais em conta.

Então, se é divertido fazer coisas diferentes nos finais de semana, imagina durante os dias de trampo? Pois para quem curte essa moda deliciosa de comidinhas em caminhão e quer fugir um pouco da rotina, a dica é o encontro de Food Trucks que está acontecendo nesse mês, em plena Esplanada dos Ministérios. Toda quarta-feira de novembro, vários trailers oferecem menus gourmet a preços acessíveis.

Montado em frente ao Bloco K, o festival conta com diversos tipos de pratos e delícias, como comida mexicana, arroz carreteiro, hambúrguer, pizzas, tapiocas, pastéis, açaí, sucos naturais, cafés, bolos, além de pratos mais requintados como os servidos no Bistruck, por exemplo. Ah! Esse eu provei e recomendo muitíssimo!

Os trucks que estão marcando presença são: Bistruck, Burguer Truck, Arroz Carreteiro, Chilli na Rua, Açaí da Capital, DUF, El Perro Negro, Kombini Coffee Truck, Komboleria, Lilia Cupcakes, Pastéis da Tia Neuza, Quitanda Fácil, Shukran, Tony Street Food, Supreme Macarroni e Tapioca da Xica. Os trailers ficam lá das 9h às 19h.

Aproveita! Convida os amigos do serviço e corre lá. Quem sabe se com o sucesso do projeto ele não permanece mais tempo na Esplanada? Eu iria adorar… 🙂

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Levem o lixo de Brasília

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Acordei com esse retrato de Brasília hoje.

É triste andar pelas entrequadras da cidade e ver lixo por toda parte, como está acontecendo esses dias. Isso porque estou falando do plano, já que no entorno, como Ceilândia e outros, a situação é bem, mas bem pior. O lixo eleitoral do dia 05 está nas ruas até agora.

Vendo esse quadro, fica mais fácil entender a derrocada de Agnullo ainda no primeiro turno. E, antes que algum desavisado que não é do DF, passe por aqui gritando “Essa ‘petista fanática’ (a.d.o.r.o) não sabe mais  nem o que fala”, informo: Nullinho é do PêCêdoBê e candidato do PT aqui no distrito.

Não votei em Rollemberg no primeiro turno (votei no PSOL), mas voto nele agora e torço, muito sinceramente, para que ele consiga dar uma arrumadinha na minha mais nova e amada cidade 🙂

PS: Post roubado do meu facebook. Lá eu já comecei há meses a fazer campanha – com direito a avatar e foto de capa – para quem acho que precisa ganhar essas eleições: Dilma 13. Por aqui, vou começar a ‘petralhar ‘ agora =p Por isso o ‘petista fanática’.

Brasília, Cidade-Pomar

Apelidada de roça por alguns, de cidade fria e apática por outros e de cidade sem esquina por todos, acho que Brasília consegue conquistar mesmo quem chega pra morar por aqui. Com tanta área verde, parques, ciclovias, eventos ao ar livre, é até difícil não sair pelo menos uma horinha nos fins de semana para pedalar, caminhar no parque, correr no Eixão do lazer e, porque não, catar umas frutinhas por aí.

Para a nossa alegria, além de cidade-parque, Brasília também começou a ficar conhecida como, digamos assim, cidade-pomar. A grande quantidade de árvores frutíferas é mais um bom motivo para andarmos por aí, experimentando as frutas espalhadas pela cidade: jaca, manga, pitanga, acerola, goiaba, amora, etc. E o que é melhor, tudo sem gastar um centavo.

E para registrar tanta variedade de frutas, uma estudante de Brasília criou o mapa de frutas urbanas da cidade, que daqui a pouco será usado como um novo guia turístico de Brasília.

Agora, com esse mapa e uma sacolinha na mão, a diversão está garantida. 🙂

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Ônibus novos pra quem?

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Desde o finzinho do ano passado, começaram a circular uns ônibus novos aqui por Brasília. Parece que ainda não chegaram todos, mas é certo que já dá pra notar alguma diferença na cidade. Aquelas sucatas caindo aos pedaços finalmente estão sendo aposentadas e a população agora pode contar com um pouquinho de conforto.

Eu moro no Plano Piloto, próximo ao trabalho e, sim, vou e volto todos os dias de ônibus. Levo em média longos 5 minutos dentro de um ônibus vazio, onde vou sentada, escutando minhas músicas e admirando a paisagem, até chegar ao trabalho.

Sei que não dá pra comparar a facilidade do Plano Piloto com as cidades do entorno, onde a deficiência no transporte público faz com que centenas de pessoas encarem infindáveis engarrafamentos todos os dias. Mas sei também que, para quem mora no Plano, como Asa Sul e Asa Norte, o velho e bom “baú”, no linguajar candango, pode ser bem viável. Mas não é exatamente essa a imagem passada por quem mora aqui, né? Afinal, “em Brasília, não dá pra viver sem carro.” “Como você consegue viver aqui sem dirigir?”. Essas são algumas das frases que escuto desde que cheguei, por brasilienses – e até gente de fora – que me olham e retrucam de boca aberta, como se eu fosse um E.T, por – olha só! –  andar de ônibus.

O que me parece é que a maioria das pessoas que povoa a capital federal possui uma mentalidade tão individualista e antiquada, daquelas que ainda acham que andar de carro é “sinônimo de status”. Daí, para essas pessoas, enfiar o pé num ônibus é um ato, digamos assim, até meio vergonhoso. O resultado disso são ônibus como esse aí rodando o plano piloto na maioria das vezes vazios, e as calçadas, vias e qualquer outro espaço da cidade lotados de carros.

Imagina se pelo menos as pessoas que moram no Plano resolvessem ir e voltar do trabalho de ônibus? Como o trânsito seria mais tranquilo, as ruas menos empestadas de carros estacionados irregularmente e a cidade até mais alegre?

E para corroborar ainda mais com esse pensamento voltado para o próprio umbigo de muitos brasilienses, o Governo do Distrito Federal teve a ideia de jerico de lançar um projeto que privilegia por completo a circulação de veículos individuais: um imenso estacionamento subterrâneo na Esplanada. De tão nonsense o projeto, não se ouve mais falar nele. Mas não se sabe ainda se vai sair ou não. E não é de se admirar que muita gente por aqui tenha achado essa a ideia “da hora”.

É triste ver como governo e população, ainda nos dias de hoje, podem demonstrar não ter a menor noção de sustentabilidade, do impacto ambiental que o aumento de carros pode provocar e da importância de um transporte público de qualidade e, principalmente, de utilizar esse transporte.

Por isso, meu desejo tardio para 2014 é que mais e mais pessoas se arrisquem sim a circular de ônibus pelas ruas de Brasília, passem a perceber as reais deficiências e até as poucas vantagens do nosso transporte público, pois só assim, iremos ter forças para exigir um transporte eficiente para nossa querida cidade. Afinal, do que adianta lutar por algo que não temos a menor pretensão de usufruir?